Combate à obesidade infantil no Brasil contemporâneo

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Combate à obesidade infantil no Brasil contemporâneo”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Obesidade pode ser fator de risco para desenvolvimento de câncer, diz estudo

A obesidade tornou-se o principal fator de risco para todas as doenças em todo o mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, atualmente cerca de 70% de todos os adultos estão com sobrepeso (IMC 25kg/m2) e 36% estão obesos (IMC 30kg/m2). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), além dos EUA outros países em todo o mundo apresentam alta prevalência de sobrepeso e obesidade. Pior ainda é o aumento contínuo da prevalência da obesidade no Brasil visto ao longo das últimas décadas.

O excesso de peso e a obesidade têm sido associados com o risco aumentado de mortalidade, de câncer e outras doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares. Só nos EUA, mais de 100 mil casos de câncer foram atribuídos ao sobrepeso e à obesidade no ano de 2012. A maioria dos casos inclui câncer de mama na pós-menopausa, adenocarcinoma do esófago, pancreático, colo-rectal, renal, do endométrio, dos ovários e da vesícula biliar.

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Um estudo recente, analisou a forma como o tempo, duração e intensidade do excesso de peso e obesidade podem ter impacto sobre o risco de câncer, tendo em conta informações importantes sobre outros fatores relacionados à obesidade, como atividade física, dieta, tabagismo, uso de hormônios, e história diabetes. De um total de 73.913 mulheres incluídas no estudo, foram reportados mais de 6.300 casos de câncer relacionados com a obesidade, sendo diagnosticados durante um seguimento médio de 12 anos.

Esse estudo foi importante, pois constatou que o excesso de peso por um longo período durante a vida adulta aumentou a incidência de todos os tipos de câncer relacionados com a obesidade em 7%.

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Além disso, esse estudo traz uma enorme reflexão: obesidade em mulheres pós-menopausa aumenta consideravelmente o risco de câncer a longo prazo. Segundo os pesquisadores: “descobrimos que os riscos de câncer de mama e endométrio na pós-menopausa estão relacionados com a duração de sobrepeso e obesidade”.

A associação entre obesidade e câncer de mama é demonstrada também em outro estudo randomizado publicado no JAMA em 2015, que usou dados do WHI (Iniciativa da Saúde da Mulher) sugerindo uma associação positiva remanescente entre obesidade e o risco de câncer em mulheres pós-menopausa.

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Esta descoberta e estes estudos destacam a importância da prevenção da obesidade em todas as idades, e de início precoce especialmente nas mulheres. A obesidade e o sobrepeso são multifatoriais, sendo necessário um tratamento multidisciplinar harmônico entre o médico, o nutricionista, o profissional de educação física e o psicólogo.

 

Disponível em: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2016/09/obesidade-pode-ser-fator-de-risco-para-desenvolvimento-de-cancer-diz-estudo.html

 

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Que o Brasil e o universo estão ficando mais obesos, não há dúvida. E o que mais preocupa os especialistas é o crescente avanço da epidemia mundial de obesidade, principalmente entre as crianças. Para se ter uma ideia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), na década de 70, a doença afetava 0,93% dos meninos e 1,01% das meninas até 5 anos. Um estudo recente, realizado pelo Imperial College, de Londres (Inglaterra), em parceria com a OMS, no Brasil, hoje, ela acomete 9,4% das garotas e 12,7% dos garotos. Essa pesquisa global comparou informações sobre o peso de mais de 130 milhões de pessoas, em 200 países.

As más notícias em forma de números não param por aí: a OMS estima que em 2025, portanto, daqui a pouco tempo, haverá 75 milhões de crianças obesas no planeta – praticamente a população inteira da França. Os estudiosos do assunto acreditam que, dessas, 427 mil terão complicações como pré-diabetes; 1 milhão sofrerá de hipertensão arterial; e 1,4 milhão será vítima do acúmulo de gordura no fígado, problema grave que costuma acompanhar o excesso de peso e pode evoluir para casos de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer.

 

Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/noticia/2019/05/obesidade-infantil-saiba-como-diminuir-o-risco-da-doenca-no-seu-filho.html

 

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