Desafios para a redução do desemprego no Brasil atual

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema DESAFIOS PARA A REDUÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL ATUAL apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I

IBGE: 2020 tem recorde de desemprego no Brasil
Dados sobre desemprego são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua)

Agência Brasil

O segundo trimestre de 2020 registrou recorde na redução de 9,6% no número de pessoas ocupadas no Brasil. No total, 8,9 milhões de pessoas perderam seus postos de trabalho de abril a junho, em relação ao período de janeiro a março.

Com isso, a população ocupada ficou em 83,3 milhões, o menor nível da série histórica, iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo período de 2019, a queda foi de 10,7%.

IBGE

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre do ano, a taxa de desocupação subiu 1,1 ponto percentual e fechou o segundo trimestre em 13,3%.

Por outro lado, o número de desocupados ficou estável em 12,8 milhões de pessoas. Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, essa estabilidade na desocupação se explica pela redução da força de trabalho, que soma as pessoas ocupadas e as desocupadas.

“Essa taxa é fruto de um percentual de desocupados dentro da força de trabalho. Como a força de trabalho sofreu queda recorde de 8,5% em função da redução no número de ocupados, a taxa cresce percentualmente mesmo diante da estabilidade da população desocupada”.

A força de trabalho potencial chegou a 13,5 milhões de pessoas, com a entrada de 5,2 milhões de pessoas na categoria. Esse grupo reúne pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não se enquadram como ocupados nem como desocupados. Segundo Adriana, motivos ligados à pandemia de covid-19 foram alegados por boa parte das pessoas por não estarem trabalhando.

O nível da ocupação caiu 5,6 pontos percentuais frente ao trimestre anterior, atingindo 47,9%, o menor da série histórica. A população subutilizada cresceu 15,7%, chegando a 29,1%, um total de 31,9 milhões de pessoas. Já a população fora da força de trabalho chegou a 77,8 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica, com crescimento recorde de 15,6%, ou 10,5 milhões de pessoas, na comparação trimestral.

COMÉRCIO

Todos os setores analisados pela Pnad Contínua sofreram perdas no número de ocupados. A área mais atingida foi o comércio, onde 2,1 milhões de pessoas perderam suas vagas, uma queda de 12,3% na comparação trimestral. Na categoria alojamento e alimentação, a redução atingiu 1,3 milhão de pessoas, uma queda de 25,2% no setor.

Na construção, foram 1,1 milhão de trabalhadores a menos, o que representa uma redução de 16,6% na ocupação. Em serviços domésticos, a queda chegou a 21,1%, um total de 1,3 milhão de pessoas.

Os desalentados chegaram ao mais alto nível da série histórica – 5,7 milhões de pessoas – um acréscimo de 19,1% em relação ao trimestre anterior. A categoria inclui as pessoas que desistiram de procurar ocupação.

CARTEIRA ASSINADA

O número de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado chegou ao mais baixo patamar da série histórica – 30,2 milhões de pessoas empregadas formalmente – uma queda de 8,9%, que corresponde a 2,9 milhões de pessoas.

Os empregadores ficaram em 4 milhões de pessoas, uma queda de 9,8% em relação ao primeiro trimestre de 2020. O grupo de empregados no setor público, incluindo servidores estatutários e militares, chegou a 12,4 milhões, um aumento de 6,1%.

(…)

Disponível em: https://tvjornal.ne10.uol.com.br/noticias/2020/08/11/ibge-2020-tem-recorde-de-desemprego-no-brasil-193188

Texto II

Os números que mostram o impacto da pandemia no emprego
Quase 5 milhões de pessoas deixaram de trabalhar nos últimos meses, segundo o IBGE. O ‘Nexo’ conversou com economistas sobre as perspectivas diante do alongamento da crise

O desemprego atingiu 12,8 milhões de brasileiros entre fevereiro e abril, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quinta-feira (28). Os números são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Na comparação com o trimestre encerrado em janeiro, houve um aumento de quase 900 mil no número de pessoas desocupadas no país. Mas esse número não mostra que houve uma redução de quase 5 milhões nos postos de trabalho no Brasil entre o trimestre encerrado em janeiro e o encerrado em abril – essa diferença indica que muitas pessoas deixaram a força de trabalho, seja porque desistiram de procurar emprego ou por outros motivos.

O aumento do desemprego ocorre em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem impactado fortemente a economia e o mercado de trabalho de países ao redor do mundo. No Brasil, houve queda nas vagas formais e informais de emprego, e aumento no número de desalentados – que desistiram de buscar trabalho porque perderam a esperança.

(…)

OS POSTOS PERDIDOS

A taxa de desemprego considera aquelas pessoas que não estão trabalhando, mas que estão procurando emprego. Assim, não entram na conta as pessoas que perderam emprego, mas deixaram de procurar por novas oportunidades. Portanto, o aumento no número de desempregados não reflete necessariamente o número de postos de trabalho que foram perdidos.

A evolução no número de pessoas empregadas no Brasil mostra que há menos trabalho disponível no país. No trimestre encerrado em março, 92,2 milhões de pessoas estavam trabalhando no país. No trimestre encerrado em abril, esse número era de 89,2 milhões, registrando redução de quase 3 milhões na comparação entre os dois períodos.

Isso se reflete também no nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas acima de 14 anos que estão trabalhando. Pouco mais da metade dos indivíduos com idade para trabalhar tinham emprego no trimestre entre fevereiro e março. Foi o menor nível registrado na série histórica do IBGE, que começou em 2012.

Na comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2020, houve uma queda de 4,9 milhões no número de pessoas trabalhando. Mas os desempregados aumentaram em 900 mil, o que significa que muitas pessoas saíram da força de trabalho.
Isso se reflete no número de desalentados, que cresceu 7% entre o trimestre encerrado em janeiro e o trimestre encerrado em abril de 2020, chegando ao recorde da série. Essa estatística mede quantas pessoas não têm emprego, gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar porque perderam a esperança. Os desalentados são parte das pessoas que estão fora da força de trabalho, e que, portanto, não estão procurando emprego.

OS NÚMEROS DA INFORMALIDADE

Entre os quase 5 milhões de postos de trabalho que foram perdidos entre o trimestre encerrado em janeiro e o trimestre encerrado em abril, três quartos eram informais.

O IBGE considera como informais o grupo formado por trabalhadores das seguintes categorias:

  • Emprego por conta própria sem CNPJ registrado. É o caso dos motoristas de aplicativos de transporte
  • Emprego sem carteira de trabalho no setor privado
  • Emprego doméstico sem carteira de trabalho
  • Emprego como familiar auxiliar, que ocorre quando a pessoa trabalha ajudando parentes na profissão
  • Trabalho como empregador sem CNPJ registrado, como é o caso de microempreendedores não registrados que contratam auxiliares (podem ser pedreiros ou ambulantes)

O setor informal pode ser considerado o mais vulnerável à crise que chegou junto ao novo coronavírus. O principal problema de trabalhar informalmente durante a pandemia é que não há respaldo legal que garanta direitos a esses empregados.

Isso significa que, caso um trabalhador informal seja despedido, ele não tem direito ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Também não terá acesso ao seguro-desemprego, uma vez que não consegue provar oficialmente que teve vínculo empregatício antes de ficar sem trabalho. Da mesma forma, se um trabalhador informal fica doente, ele não tem garantias legais como licença médica remunerada.

Assim, os trabalhadores informais – que até o fim de 2019 eram mais de 38 milhões de pessoas no Brasil – ficam sem acesso à rede de proteção social que os empregados formais têm. Frente à situação de dezenas de milhões de trabalhadores informais, o Congresso Nacional aprovou no final de março o programa de pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 600 mensais, voltado principalmente a esse grupo.

(…)

Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/05/28/Os-n%C3%BAmeros-que-mostram-o-impacto-da-pandemia-no-emprego

Texto III

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