O aumento das doenças psicológicas na sociedade brasileira contemporânea

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O aumento das doenças psicológicas na sociedade brasileira contemporânea”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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Jovens e saúde mental em um mundo em mudança: tema do Dia Mundial da Saúde Mental 2018, comemorado em 10/10

Publicado: Terça, 09 de Outubro de 2018

 

A adolescência e os primeiros anos da vida adulta são uma época da vida em que ocorrem muitas mudanças, por exemplo, mudar de escola, sair de casa e começar a universidade ou um novo emprego. Para muitos, estes são tempos emocionantes. Eles também podem ser momentos de estresse e apreensão, no entanto. Em alguns casos, se não forem reconhecidos e gerenciados, esses sentimentos podem levar à doença mental. O uso crescente de tecnologias on-line, sem dúvida trazendo muitos benefícios, também pode trazer pressões adicionais, à medida que aumenta a conectividade a redes virtuais a qualquer hora do dia ou da noite. Muitos adolescentes também estão vivendo em áreas afetadas por emergências humanitárias, como conflitos, desastres naturais e epidemias. Os jovens que vivem em situações como estas são particularmente vulneráveis a problemas mentais e doenças.

Metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detectada nem tratada. Em termos da carga da doença entre adolescentes, a depressão é a terceira causa principal. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. O uso prejudicial de álcool e drogas ilícitas entre adolescentes é uma questão importante em muitos países e pode levar a comportamentos de risco, como sexo inseguro ou direção perigosa. Transtornos alimentares também são motivo de preocupação.

Ao longo da vida, uma em cada dez pessoas precisará de cuidados de saúde mental. Mas se depender do atual ritmo de investimento no setor, muitos desses indivíduos não terão acesso aos serviços e profissionais de que precisam. É o que revela o novo Atlas de Saúde Mental 2017 da Organização Mundial da Saúde (OMS). Publicação defende criação de clínicas baseadas nas comunidades para universalizar atendimento.

Crescente reconhecimento da importância de construir resiliência mental:
Felizmente, há um crescente reconhecimento da importância de ajudar os jovens a construir a resiliência mental, desde as primeiras idades, a fim de lidar com os desafios do mundo de hoje. Crescem as evidências de que promover e proteger a saúde do adolescente traz benefícios não apenas à saúde dos adolescentes, tanto a curto como a longo prazo, mas também às economias e à sociedade, com jovens adultos saudáveis capazes de fazer contribuições maiores à força de trabalho, famílias e comunidades e a sociedade como um todo.

A prevenção começa com uma melhor compreensão:
A prevenção começa com o conhecimento e compreensão dos primeiros sinais e sintomas de alerta da doença mental. Pais e professores podem ajudar a construir habilidades para a vida de crianças e adolescentes para ajudá-los a lidar com os desafios cotidianos em casa e na escola. O apoio psicossocial pode ser fornecido em escolas e outros ambientes comunitários e, é claro, o treinamento de profissionais de saúde para que eles possam detectar e gerenciar transtornos de saúde mental pode ser implementado, aprimorado ou ampliado.

O investimento por parte dos governos e o envolvimento dos setores social, da saúde e da educação em programas abrangentes, integrados e baseados em evidências para a saúde mental dos jovens é essencial. Esse investimento deve estar vinculado a programas de conscientização de adolescentes e jovens sobre formas de cuidar da saúde mental e ajudar colegas, pais e professores a apoiar seus amigos, filhos e alunos.

 

Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/ultimas-noticias/2800-jovens-e-saude-mental-em-um-mundo-em-mudanca-tema-do-dia-mundial-da-saude-mental-2018-comemorado-em-10-10

 

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A saúde mental em números e seus desafios

De acordo com o Plano de Ação para a Saúde Mental (PASM) 2013-2020, as desordens mentais representam 13% do total de doenças no mundo. No Brasil, a realidade não é diferente. Segundo dados do DATASUS, só em 2015 foram realizadas 211.391 internações para tratamento na área. O problema é ainda maior quando analisados outros dados sobre a situação não só do país, mas também do Rio Grande do Sul.

Saúde mental: um panorama
Entre preconceitos e investimento insuficiente, a saúde mental nem sempre recebe a atenção que deveria ter. No Brasil, o número de leitos psiquiátricos oferecidos pelo SUS teve uma queda de 32,9% entre 2010 e 2016. A informação é do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Já o PASM 2013-2020 aponta que entre 76% e 85% das pessoas com problemas severos de saúde mental e que vivem em países de baixa e média renda não recebem o tratamento ideal. Mesmo em locais mais ricos o índice ainda é alto e impressiona: entre 35% e 50%.

Para o psiquiatra Daniel M. Rockenbach, o primeiro desafio na área é ampliar o debate sobre o assunto, especialmente em relação ao suicídio. O tema precisa deixar de ser um tabu e passar a ser tratado como um problema de saúde que exige atenção. Mas as necessidades não param por aí.

Não há duvidas também sobre a necessidade do aumento no número de leitos psiquiátricos e equipes especializadas. Não podemos admitir depender de uma lista de espera quando se determina uma internação”, enfatiza ainda.

O caso do Rio Grande do Sul
Com o processo de reforma psiquiátrica, ocorrido em todo o Brasil, o cuidado com o doente mental passou a ser centralizado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Dentro do cenário nacional, Rockenbach destaca que o Rio Grande do Sul possui uma boa cobertura desses serviços (são 181 unidades). Por outro lado, o panorama passa longe do ideal.

A dificuldade maior é o cuidado aos casos crônicos e graves. Com o fechamento numeroso e sistemático de leitos psiquiátricos, o médico se vê muitas vezes impotente diante de uma situação de risco. O número de leitos ofertados à população é inferior às necessidades da comunidade”, reitera.

Para se ter uma ideia, o psiquiatra lembra que o Rio Grande do Sul lidera o ranking dos estados brasileiros com a maior média de suicídios: 10,4 para cada 100 mil habitantes. Em um quadro como esse, a necessidade de espera pode fazer a diferença – e não um modo positivo.

 

Disponível em: http://www.simers.org.br/noticia/saude-mental-em-numeros-e-seus-desafios

 

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Disponível em: https://dcomercio.com.br/categoria/vida-e-estilo/e-preciso-falar-sobre-saude-mental-dentro-das-empresas

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