O desafio do acesso aos bens culturais por parte da periferia

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O desafio do acesso aos bens culturais por parte da periferia”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Cultura é área mais prejudicada pela falta de investimentos públicos na capital paulista
Pesquisa da Rede Nossa São Paulo aponta ainda que a maior parte dos poucos recursos é direcionada às regiões centrais, enquanto muitos distritos periféricos não têm equipamentos culturais

São Paulo – Conhecida como um dos principais polos culturais do Brasil, a cidade de São Paulo não oferece amplo acesso a essa área para toda sua população, como revela o Mapa da Desigualdade, divulgado recentemente pela Rede Nossa São Paulo. De acordo com o estudo, a cultura é a área mais prejudicada pela falta de investimentos públicos, sendo que estes baixos recursos são alocados principalmente em regiões centrais.

Segundo a pesquisa, dos 93 distritos, 60 não possuem museus, 54 não dispõem de cinemas e 53 não têm sequer um centro cultural ou espaço de cultura para a comunidade. Entre os locais mais carentes nessa área, o de Campo Belo, na zona sul, é o que aparece mais vezes como pior distrito por ser o último colocado em 15 indicadores, já que não possui nenhum centro cultural, casa e espaço de cultura, cinema, museu, teatro e equipamento culturais públicos.

À repórter Beatriz Drague Ramos, da Rádio Brasil Atual, o gestor de projetos da Rede Nossa São Paulo, América Sampaio, aponta um agravante na questão do acesso à cultura sob as administrações de João Dória (PSDB) e Bruno Covas (PSDB), com a desconstrução de políticas culturais que haviam sido implantadas na periferia.

“Quando você não democratiza a cultura e concentra as políticas culturais para apenas um setor da elite da sociedade, na prática, o que está dizendo é que não quer levar para o conjunto da sociedade, em especial para os trabalhadores, mecanismos de análise crítica da realidade”, analisa Américo.

 

Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2018/12/cultura-e-area-mais-prejudicada-pela-falta-de-investimentos-publicos/

Texto 2

Pesquisa do IBGE mostra como é desigual o acesso à cultura e ao lazer
Segundo o relatório, 44% dos pretos e pardos vivem em cidades sem cinemas, contra 34% da população branca; 37%, em cidades sem museus contra 25% dos brancos.

Um relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou as desigualdades de acesso à cultura no país.
Da Avenida Paulista, com seus oito museus e centros culturais, seis conjuntos de cinemas e quatro teatros, são quase 20 quilômetros até o bairro Valo Velho, nos limites da cidade. O endereço de uma escola de desenho que, para alguns jovens, é bem mais do que isso. É oportunidade.

“Isso aqui para mim é minha vida. Eu desenho desde pequenininho e sempre procurei um curso, um lugar que eu podia aperfeiçoar isso. É isso que eu quero para o meu futuro”, contou João Gabriel dos Santos, de 15 anos.

A escola é particular, mas bem mais barata do que os cursos na região central da cidade, criada por um professor que se cansou das dificuldades do ensino público, onde trabalhou como voluntário. Ele deu chance a pessoas como Jackson Pereira, que foi aluno e hoje também é professor.

“Eu sou ilustrador, faço caricatura em evento, então eu só me expandi nessa parte artística, me profissionalizei”, contou.
O relatório do IBGE mostra que, de 2014 a 2018, o percentual de trabalhadores na área cultural com carteira assinada caiu de 45% para 34%, e a informalidade cresceu praticamente na mesma medida.

Os dados mostram que o total dos valores investidos em cultura até cresce ao longo dos anos, mas abaixo dos índices de inflação. Pior: ao mesmo tempo a participação do setor dentro dos orçamentos públicos diminui. A pesquisa também revela quem são os maiores prejudicados com isso.

“A população de baixa renda, população jovem, pessoas negras, de uma forma geral pessoas que residem em locais menos privilegiados”, disse Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE.

Na definição usada pelo IBGE, 44% dos pretos e pardos vivem em cidades sem cinemas, contra 34% da população branca; 37%, em cidades sem museus, contra 25% dos brancos. Em cidades sem nenhum teatro ou sala de espetáculo, a diferença é a mesma.
E mais de um terço das crianças e adolescentes até 14 anos também não têm acesso a esse tipo de lazer cultural. Organizadora de uma versão popular das grandes feiras da chamada cultura geek, jovem, digital, a PerifaCon, Luíze Tavares diz que há uma visão distorcida do jovem da periferia.

“A periferia não é entendida como um centro de cultura quando a gente fala de investimento. Em geral, cursos ou até acesso à educação que você tem na periferia são focados em trabalhos manuais, operacionais e nunca artísticos”, disse.
A diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, diz que, além de fundamental para o desenvolvimento de crianças e jovens, a cultura é importante para toda a sociedade.

“O Brasil poderia investir mais, sim na cultura, e também contribuir para melhorar o acesso, reduzindo a desigualdade”, explicou.

 

Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/12/10/pesquisa-do-ibge-mostra-como-e-desigual-o-acesso-a-cultura-e-ao-lazer.ghtml

Texto 3

A falta de acesso à cultura na sociedade brasileira
O Brasil é admirado por sua diversidade cultural e produção artística. No entanto, o que é produzido em solo nacional é inacessível para uma grande parcela da população, segundo o IBGE (2010), as regiões metropolitanas concentram 41% de todo consumo cultural. Em outras palavras, existe um descompasso entre a oferta dos produtos artísticos e o acesso a eles.

Um dos maiores impasses enfrentados pelos brasileiros no acesso à cultura é a distribuição desigual do patrimônio artístico. Por exemplo, segundo o estudo realizado pelo o IPHAN (2010), enquanto 70% das cidades do Estado do Rio Janeiro declaram possuir exposições de artes plásticas, 72,3% dos municípios brasileiros não apresentam nenhum tipo de exibição. Ou seja, o acesso à cultura pode ser limitado pela concentração da oferta.

Por outro lado, a pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura em 2013 demonstrou que 75% dos brasileiros ou não frequentam ou nunca foram a um museu. Entre os diversos motivos, destaca-se que muitos dos entrevistados afirmam não se sentir pertencentes à expressão cultural oferecida por eles. Deste modo, a inclusão cultural depende não só da formação de um público consumidor, mas também da redefinição dos valores enraizados.

Desta forma, a desigualdade cultural pode ser causada tanto pela repartição assimétrica do patrimônio, quanto pela carência de um público. Portanto, as ações governamentais devem não somente ampliar a oferta de eventos e espaços voltados para atividades culturais, mas também aumentar os estímulos para que os cidadãos os frequentem. Por exemplo, nos Estados, as secretarias da Cultura, em parceira com a mídia local, são capazes de fomentar campanhas de sensibilização para a adesão ao Vale-Cultura — programa de benefício concedido aos trabalhadores, e sua família, para custear serviços culturais, tais como idas aos museus.

 

Disponível em: https://medium.com/@leandrogomes/a-falta-de-acesso-%C3%A0-cultura-na-sociedade-brasileira-b16e81ddf09

 

Texto 4

 

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/24-dos-paulistanos-nao-frequenta-nenhuma-atividade-cultural-na-cidade-aponta-pesquisa.ghtml

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