O problema do tabagismo na realidade brasileira contemporânea

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O problema do tabagismo na realidade brasileira contemporânea”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1

Tabagismo também mata

No mundo, segundo dados recentes do Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo mata mais de 7 milhões de fumantes e mais 900 mil de fumantes passivos a cada ano, principalmente familiares e trabalhadores que convivem com fumantes ao longo da vida, às vezes desde crianças. No Brasil em 2015 ocorreram 256,2 mil mortes doenças decorrentes do tabagismo, principalmente doenças cardiovasculares, de câncer de pulmão, respiratórias e outras mais.

Convenhamos que este número de mortes é várias vezes o total de mortes em guerras e conflitos armados e assassinatos que ocorrem no mundo a cada ano. Mas esta realidade praticamente não recebe a mesma cobertura dos meios de comunicação e nem entra na pauta ou agenda das autoridades, passando a ser apenas um drama pessoal ou familiar, jamais uma prioridade na definição de políticas públicas.

Só para se ter uma ideia da gravidade do tabagismo, dados tanto da OMS quanto do  Instituto Nacional do Câncer (INCA), quanto de diversas outras instituições de pesquisas e de saúde pública, como a Fundação Oswaldo Cruz e outras de  âmbito internacional, indicam que 90% dos casos de câncer de pulmão decorrem do tabagismo e que a cada ano mais de 3 milhões de pessoas morrem no mundo em decorrência de doenças cardiovasculares decorrentes do tabagismo.

Deste total, em 2015 no Brasil mais de 50.700 mil pessoas que morreram em decorrência de doenças cardiovasculares eram fumantes, ou seja, o tabagismo foi o fator determinante dessas mortes. Estima-se que o tabagismo será responsável por mais de 3.7 milhões de mortes em doenças cardiovasculares e no Brasil este número deverá ser superior a 68.250 mortes, de um total de 350 mil mortes por doenças cardiovasculares.

A taxa de mortalidade por tabagismo entre homens no Brasil é de 83,0% e entre as mulheres de 64,8%. Cabendo aqui uma ressalva ou um destaque, mesmo com a queda do número de fumantes o número de pessoas que contraem doenças graves decorrentes do tabagismo continuam sendo um peso muito grande tanto para os sistemas público quanto privado de saúde e também para a sociedade, cujos custos vão mais além e incluem tratamentos caros, mortes, afastamento do trabalho, queda na produtividade do trabalho e da economia.

Disponível em: http://www.sonoticias.com.br/opiniao-do-leitor/tabagismo-tambem-mata-1

TEXTO 2

O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. De acordo com a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), o tabagismo integra o grupo de transtornos mentais e comportamentais em razão do uso de substância psicoativa. Ele também é considerado a maior causa evitável isolada de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo.

A Organização Mundial da Saúde aponta que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. Mais de 7 milhões dessas mortes resultam do uso direto desse produto, enquanto cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo passivo. A OMS afirma ainda que cerca de 80% dos mais de um bilhão de fumantes do mundo vivem em países de baixa e média renda onde o peso das doenças e mortes relacionadas ao tabaco é maior.

O tabaco é uma planta (Nicotiana tabacum) cujas folhas são utilizadas na confecção de diferentes produtos que têm como princípio ativo a nicotina, que causa dependência. Há diversos produtos derivados de tabaco: cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarrilha, bidi, tabaco para narguilé, rapé, fumo-de-rolo, dispositivos eletrônicos para fumar e outros. No Brasil, a Resolução da Diretoria Colegiada n.º 46 de 2009, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proíbe a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar.

O tabagismo constitui fator de risco para o desenvolvimento dos seguintes tipos de câncer: leucemia mielóide aguda; câncer de bexiga; câncer de pâncreas; câncer de fígado; câncer do colo do útero; câncer de esôfago; câncer de rim e ureter; câncer de laringe (cordas vocais); câncer na cavidade oral (boca); câncer de faringe (pescoço); câncer de estômago; câncer de cólon e reto; câncer de traquéia, brônquios e pulmão.

Além de estar associado às doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo também é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras enfermidades, tais como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras.

O tabaco fumado em qualquer uma de suas formas causa a maior parte de todos os cânceres de pulmão e é um fator de risco significativo para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos mortais. Os produtos de tabaco que não produzem fumaça também estão associados ou constituem fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de cabeça, pescoço, esôfago e pâncreas, assim como para muitas patologias buco-dentais.

No Brasil, 428 pessoas morrem por dia por causa da dependência a nicotina. 56,9 bilhões de reais são perdidos a cada ano devido a despesas médicas e perda de produtividade, e 156.216 mortes anuais poderiam ser evitadas. O maior peso é dado pelo câncer, doença cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco: 34.999 mortes correspondem a doenças cardíacas; 31.120 mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica); 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 mortes por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia; 10.812 por AVC (acidente vascular cerebral).

Disponível em: https://www.inca.gov.br/tabagismo

TEXTO 3

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