Os riscos da automedicação no Brasil

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “OS RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO NO BRASIL“, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
• O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
• O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em ate 30 linhas.
• A redação que apresentar copia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
• Tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
• Fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
• Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

TEXTO I

Automedicação, velho hábito brasileiro
Uma série de situações leva os indivíduos a optarem por esta perigosa situação: falta de recursos para ter acesso a um médico, hospital ou posto de saúde; maus hábitos culturais: Meu vizinho disse que é um remédio muito bom, minha tia já usa há muitos e muitos anos, minha mãe não ia me indicar um remédio ruim… e assim por diante. Soma-se a isso a facilidade, em nosso país, de acesso à compra de medicamentos sem receituário médico.

Nós, seres humanos, nos consideramos criaturas mais inteligentes e capazes jamais surgidas antes no planeta. Se assim fosse não deveríamos nem ter a coragem de pensar em automedicação. É uma prática extremamente perigosa e que se torna ainda mais nociva em grupos humanos com significativos fatores de vulnerabilidade, tais como: pobreza, baixo nível de educação, falta de visão crítica diante da mídia, impossibilidade de argüir os poderes constituídos, invasão pelo marketing e outros. Não existe automedicação inocente nem 100% inócua.

A automedicação vai desde uma atitude aparentemente inocente, como o uso de uma aspirina para dor de cabeça ou um antiespasmódico para cólicas menstruais até à falta de bom senso em indicar para si próprio ou para os outros tratamentos à base de antibióticos ou antidepressivos. As pessoas não imaginam quantos problemas relacionados a isso aparecem nos hospitais.

São reações alérgicas, gastrites, úlceras, acidentes vasculares cerebrais, piora do quadro clínico e aumento das dificuldades para combater doenças já instaladas. Sabemos, inclusive, que devido aos maus hábitos, até pessoas que trabalham na área de saúde fazem, lamentavelmente, automedicação. Isso ocorre também entre pessoas cultas, instruídas, sem problemas econômicos e que não teriam dificuldade para consultar um médico.

Fonte: http://www6.ensp.fiocruz.br/visa/?q=node/5499

 

TEXTO II

Fonte: https://www.ictq.com.br/pesquisa-do-ictq/871-pesquisa-automedicacao-no-brasil-2018

TEXTO III

Automedicação: conheça os riscos de tomar remédio por conta própria
A automedicação é um hábito no Brasil, e um hábito perigoso. O risco existe em qualquer época, e está ainda mais evidente agora, durante a pandemia por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com a pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) de 2019, o costume de ingerir remédios por conta própria faz parte da rotina de 77% dos brasileiros. Ou seja, uma grande parcela da população assume um risco que pode causar sérias consequências à própria saúde; inclusive atletas, que usam analgésicos e anti-inflamatórios por conta própria. No momento atual, de confinamento e medo do coronavírus, esse hábito leva inclusive à compra de medicamentos cujo efeito contra a Covid-19 sequer foi comprovado, como é o caso da cloroquina e da e hidroxicloroquina, que esgotaram nas farmácias de todo o país, deixando os pacientes com malária ou doenças autoimunes, que realmente precisam delas, sem tratamento.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/automedicacao-conheca-os-riscos-de-tomar-remedio-por-conta-propria.ghtml

 

TEXTO IV

Até 2025, 10 milhões de pessoas podem morrer por causa da automedicação
Tomar medicação sem prescrição médica pode matar até 10 milhões de pessoas por ano até 2050, em todo o mundo. O alerta sobre o uso excessivo de medicamentos e os consequentes casos de resistência antimicrobiana estão no relatório divulgado ontem por entidades ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU). Além da saúde, o documento também mostra o prejuízo na economia. A estimativa é de que, até 2030, a resistência antimicrobiana leve cerca de 24 milhões de pessoas à extrema pobreza.

A ONU recomenda a priorização de planos de ação nacionais para ampliar os esforços de financiamento e capacitação; implementação de sistemas regulatórios mais fortes e de apoio a programas de conscientização para o uso responsável de antimicrobianos e investimentos em pesquisa e no desenvolvimento de novas tecnologias, para combater a resistência antimicrobiana. Em nota, o Ministério da Saúde reforçou que o uso de medicamentos de forma incorreta, principalmente de antibióticos, pode agravar a doença, uma vez que a utilização inadequada pode esconder determinados sintomas.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/04/30/interna-brasil,752285/ate-2025-milhoes-de-pessoas-podem-morrer-por-causa-da-automedicacao.shtml

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